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Tripulação da Azul Linhas Aéreas

Curso de aeromoça e comissário de bordo exige dedicação e persistência

Altura mínima para homens de 1,65m e para mulheres de 1,55m, beleza e personalidade tranquila ainda são pontos para quem quer ser comissário de voo, mas chegar ao embarque como profissional depende de estudo.

A preparação começa com investimento de cerca de R$ 2,4 mil, em curso de 4 meses em Campo Grande, mas a conclusão não significa emprego.

Na ponta do lápis, os gastos incluem ainda R$ 170,00 do uniforme – indispensável durante o treinamento, mais R$ 700,00 em exames médicos e R$ 200,00 para prova oficial. No total, quase R$ 3,5 mil.

A fase mais difícil é aprovação em uma prova rigorosa da ANAC, aplicada em Campo Grande, para a licença chamada CHT (Certificado de Habilitação Técnica) e, depois, ser aceito pelas companhias.

Dias de praia durante as horas de folga, hospedagens nos melhores hotéis, conhecer o Brasil e talvez o mundo são os bônus da profissão, mas com as escalas cada vez mais apertadas, com enxugamento nas empresas, o descanso é cada vez menor.

“Muita gente procura o curso iludida”, diz a proprietária da Fly Company, Delci Eger. “Poucos sabem da realidade da profissão que exige muito. A maior parte do tempo, as pessoas ficam confinadas, em um tubo pressurizado”, lembra. De 100 entrevistas feitas antes da inscrição no curso, ela diz que apenas 10 têm o perfil para o ofício.

“Para os outros eu digo para voltar para casa, pensar um pouco e, se realmente quiser, voltar e fazer a matrícula”. Para ela, os alunos ideais têm de ter beleza, jogo de cintura e espírito de servir. Delci nunca foi aeromoça, mas os dois filhos agora trabalham na área, um é comissário e outro piloto, ambos formados em Campo Grande.

Durante o treinamento, a cobrança é um teste para os que pretendem encarar os padrões das empresas aéreas e a chatice dos passageiros. “A limpeza das unhas de cada um deles, por exemplo, é cobrada todos os dias. Até o relógio que usam tem de respeitar um padrão.

Nas 3 salas da Fly, os alunos têm entre 18 e 38 anos. “A idade importa. Por exemplo, se alguém de 38 anos chegar aqui, mas sem saber nenhum outro idioma que não seja o português, nunca vai conseguir emprego. Mas se tem essa idade, com boa aparência e sabendo idiomas, a coisa fica mais fácil”, explica.

aeromoca-azul-2015

Aeromoça da Azul

Salário – O salário médio básico de um comissário de voos nacionais é de R$ 1,2 mil, mais adicional por horas trabalhadas, diárias e plano de saúde, o que pode alcançar 3,5 mil. Já em voos internacionais, o valor supera os R$ 5,5 mil, dependendo da companhia.

Quanto ganha uma aeromoça?

O glamour parece mesmo coisa do passado, dos primórdios da aviação. O que os candidatos ao emprego querem mesmo é salário. Fernanda Sugmato, 26 anos, morava no Japão e trabalhava como operária em uma indústria. Há 4 meses está no Brasil e escolheu o curso para continuar no País, ganhando dinheiro.

“Fiquei nove anos no Japão para cuidar da minha tia que teve leucemia. Voltamos porque minha mãe ficou desempregada. O dinheiro que juntamos serviu para investir nesse curso e me qualificar. Hoje moramos na casa de uma tia aqui que tem nos ajudado muito, mas quero a casa própria”, conta.

Vagas na Gol para comissários 2015

Pilotos e comissárias da Gol em CGH

Fora a remuneração, Fernanda diz que está “apaixonada pela aviação” e que o sonho de ser aeromoça realiza também o sonho da mãe, mas há interesses bem mais práticos. “A opção do curso é que por ser rápido e com chances de entrar no mercado de trabalho de uma maneira rápida”.

A prova da ANAC não é fácil, avalia, mas no site da TAM há um simulado para o treino até o dia da avaliação, o que tem ajudado Fernanda.

– Leia entrevistas com aeromoças e comissárias de bordo

Elcio Reis, de 31 anos, já é funcionário da Gol. “Faço o peso e o balanceamento das aeronaves. Trabalho com o setor há 4 anos, entrei como auxiliar de rampa. Hoje meu salário chega em média a R$ 1,3 mil, enquanto que o comissário ganha entre R$ 3,5 e R$ 5 mil”.

Na verdade, esse valor é pago para quem faz voos internacionais. Mesmo assim, Elcio fez um esforço, enxugou as contas e parcelou o valor do curso, que no caso dele custou R$ 2,4 mil, em 12 vezes.

“O lado ruim é a distância de casa. Você pode ficar muitos dias voando longe da família”. Outro ponto negativo, avalia Elcio, é a incerteza sobre emprego. “Tenho colegas que têm o curso e não conseguiram passar. Depois de conseguir a autorização, tem ainda que passar pela seleção das empresas. No caso da Gol, sei que são bem exigentes”, diz.

As aulas são de segunda a sexta-feira e aos sábados se houver necessidade. As turmas são em horário vespertino, de 14h às 17h e noturno, de 19h30 às 22h30.

[fonte: Campo Grande News]

6 comments

  1. TAIZA OLIVEIRA

    como eu faço para ser uma aeromoça ? moro em BRASILIA , AQUI TEM Curso de aeromoça e comissário de bordo .

  2. Milleny Lopes

    Olá boa noite.
    Tenho 18 anos, e moro em Natal/RN, e gostaria de saber se aqui tem cursos para aeromoça e comissario de bordo.

    Desde já, agradeço pela atenção…

  3. ana patricia mensink

    Olá eu tenho 45 anos, com aparência de 35. Eu queria saber antes de fazer o curso, se na minha idade sera difícil conseguir emprego, ou se outras já conseguiram mesmo tendo uma idade mais elevada?

    Obrigada

  4. lais dos santos vieira ribeiro

    Olá, gostaria de saber se falar outro idioma é obrigatório? Tenho um enorme interesse em falar outras línguas, mas precisarei estar empregada para pagar cursos de língua estrangeira, gostaria de saber se é possível ser contratada por alguma empresara de aviação sabendo falar apenas o português? e quando souber falar outra língua, virar comissaria de bordo internacional?

    Ou seria melhor, eu primeiro fazer um curso de inglês por exemplo, e só depois fazer o curso de comissaria de bordo? Porque os dois não posso pagar simultaneamente.

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