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Last updateSeg, 31 Mar 2014 4am

Seleção GOL - dinâmica para comissários de bordo

Uma das etapas da seleção para comissários de bordo da GOL Linhas Aéreas é a dinâmica, onde o Recursos Humanos pede para que os candidatos às vagas para comissários se identifiquem com um animal.

O segredo para se dar bem na seleção da GOL para comissários de bordo é saber os objetivos desta dinâmica de grupo e os testes de seleção aplicados pelo RH da GOL.

Para esclarecer um pouco sobre esta dinâmica na seleção da GOL, confira alguns esclarecimentos sobre este teste psicológico do recursos humanos da empresa denominado "dinâmica projetiva".

Testes de seleção na aviação

Quando o selecionador opta por uma dinâmica projetiva, ele deseja que o candidato fale de si próprio indiretamente . Isto pode facilitar a comunicação, impedindo o constrangimento de falar diretamente sobre si próprio. De forma geral, ninguém se sente à vontade com perguntas diretas. Assim, por meio de materiais (objetos diversos, desenhos) ou figuras existentes e imaginadas naquele momento (animais, plantas) os candidatos falam sobre si próprios de forma indireta. Vou exemplificar para esclarecer melhor.

Hoje, em um processo seletivo, se a selecionadora me perguntasse que animal eu gostaria de ser, responderia um beija-flor . E por que? Bem, para mim, o beija-flor é livre; seu trabalho é prazeroso, pois vive “cheirando” flores; é um facilitador da multiplicação e da diversificação das flores; tem auto-conhecimento e autocontrole sobre seu corpo, uma vez que consegue parar no ar, como os helicópteros. Além disso, é bonito, transmite-me simpatia, aconchego, felicidade.

Vagas para comissários de bordo

Neste exemplo, na realidade, não estou falando do beija-flor. Estou falando de mim. Falo de características que eu tenho ou que são importantes para mim. Quer ver? Sinto-me livre para ser quem sou. 

Tenho enorme prazer no meu trabalho, pois sou uma felizarda: faço o que gosto. Estudo e me aprimoro para facilitar o processo de aprendizagem das pessoas com as quais trabalho. Estou em constante processo de auto-conhecimento , fator essencial para meu desenvolvimento pessoal e profissional. Busco meu autocontrole emocional e corporal, mesmo que este último esteja parado neste momento (nos últimos tempos relaxei na atividade física). Vejo-me como uma pessoa bonita, pois sou feliz . Transmito aconchego e simpatia aos amigos (sempre me procuram para trocar figurinhas).

De forma espontânea, indireta, não persecutória, falei muito sobre minha personalidade. Transmiti à selecionadora um pouco de mim, como me vejo, valores importantes da minha vida. O mesmo acontece durante uma seleção, quer externa ou interna.

Você também pergunta sobre o significado dos animais. A Psicologia Organizacional não se preocupa em interpretar o que os profissionais falam, no sentido clínico da palavra. Tanto faz você escolher uma tartaruga ou uma raposa; não há certo ou errado. O que importa é o que você fala deste animal.

Por outro lado, agora que você já sabe o que os animais mostram em um processo seletivo, não adianta se preparar para esta pergunta e perder a espontaneidade. Se, em uma seleção, você escolher ser um lobo, pois é astuto, rápido, luta pelo que quer, só trabalha em equipe e, durante todo o processo você não demonstrar nada disso, sua “cola” terá sido em vão.

Faça este exercício. Imagine-se em um trabalho que você gostou muito, que lhe trouxe grandes alegrias. Que animal associaria a você naquele momento? Por que?

Por outro lado, lembre-se de uma situação não muito agradável, que lhe trouxe mais dissabores do que aprendizagens. Considerando aquele momento, qual animal você seria? Por que escolheu este?

Responda, então: é o mesmo animal? Tenho quase certeza que sua resposta é não . E o motivo é simples: somos pessoas em processo de transformação constante, e isto também é transmitido em um processo seletivo. 

Por isso, um candidato é avaliado pelo conjunto do que mostra, não por aspectos isolados, independentes.