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Sáb04052014

Last updateSeg, 31 Mar 2014 4am

Aeromoça - "é uma profissão incrível"

Aeromoça - "É uma profissão inesquecível, fascinante e muito agradável." Conheça a comissária Paula.

A aeromoça Paula, 25 anos, nasceu em Lorena e mora em São Paulo. É casada com um piloto e trabalha na TAM há mais de 5 anos. Confira a entrevista!

Por que você resolveu entrar no mundo da aviação? Quando decidiu que gostaria de se tornar aeromoça?
Logo depois que me decepcionei com a faculdade que fazia. Larguei e decidi fazer o curso. Resolvi entrar porque a aviação sempre me fascinou. Uma vida sem rotina, em lugares diferentes, falando outros idiomas. É lindo!

Você morava em Lorena, mudou-se para São Paulo. Isso com certeza mudou sua vida. Valeu a pena essa mudança?
Muito! Hoje não me vejo mais em nenhuma cidade do interior. Acostumei com a capital, conheci meu marido, trouxe minha avó para cá (ela que me criou). Hoje minha vida é aqui.

Logo depois que você se formou, já começou a mandar currículos? Demorou em entrar para uma empresa aérea?
Sim, já mandei curriculos para todas as empresas aéreas, inclusive as internacionais. Mas, foi bem na época dos atentados do 11 de setembro. As companhias estavam demitindo ao invés de contratar. Esperei dois anos. Mas valeu a pena.

A profissão era o que você esperava?
É muito mais. Você faz muita amizade, conhece coisas novas, tem contato com tudo quanto é tipo de cultura.

Você não tem medo de voar? Já passou por alguma situação complicada durante algum voo?
Não tenho medo... Adoro! A gente sempre passa por umas "saias justas", mas em qualquer emprego passaríamos.

O que é mais fácil e mais difícil em ser tripulante?
O mais fácil é o trabalho, o convívio com outras pessoas, o voar. O mais difícil é você ter que largar quem você gosta em casa. Especialmente se é Natal ou ano novo, dia das mães, etc.

Como é o relacionamento tripulação comercial (comissários e aeromoças) e tripulação técnica (pilotos e co-pilotos)?
É agradavel. Em todo lugar tem gente boa e ruim, que se dedica mais ou menos, que é mais ou menos profissional. Na aviação também é assim.

Quando e pra onde foi seu primeiro voo?
Foi em agosto de 2005, fui para Manaus.

Qual o voo foi mais marcante pra você até agora? Por quê?
Foi um voo que eu fiz para Paris, e eu nunca tinha ido para lá. O comandante além de me levar para passear, puxou um montão de gente da tripulação para ir junto.

Estávamos cansados, pois o voo foi lotado, mas todos estavam muito animados. Visitamos várias coisas, apesar do fuso horário que atrapalhava um pouco. Mas foi demais!

Tem idéia de para quantas cidades/países já voou?
Aqui no Brasil eu já fui para todas as capitais. Também para Santarém, Teresina, Londrina, Sao José do Rio Preto e Uberlândia. Países, eu já fui para os Estados Unidos, França, Itália, Espanha, Argentina.

Qual o seu destino favorito? E qual destino que mais voou?
Eu gosto muito de ir para Milão. Mas eu voo muito para Miami.

Teve alguma situação que mais marcou para você?
Sim. Quando estava indo para Nova York e uma senhora infartou no voo. Tivemos que voltar para Manaus, que era o lugar mais proximo. Foi dureza.

Quanto tempo você fica em uma cidade? Quanto tempo fica longe de casa?
Em uma cidade, no nacional. O minimo é de doze horas, podendo ser um pouco mais. No internacional, entre 24 a 28 horas. Eu posso ficar longe de casa até seis dias consecutivos.

E manter um relacionamento, é possível?
Lógico! Me casei com um piloto. No começo, quando só namorávamos, nós não tínhamos "folga casada" (concedida para casados no civil), então era muito difícil nos vermos. Quando você se casa, dá para solicitar na empresa folga casada, isto é, toda vez que eu estiver de folga, meu marido também vai estar de folga.

Mande um recado para os que, assim como você, querem se tornar tripulante de cabine.
A aviação é cíclica. Nunca desistam do sonho de vocês. É uma profissão inesquecível, fascinante e muito agradável. É uma chance única. Sigam em frente. Insistam!

Agradecemos a comissária de voo Paula, da TAM Linhas Aéreas.

Foto: ultragr