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Escolas de comissários de bordo

Emprego na aviação é difícil!

Salário médio é de R$ 2.500, mas empresas exigem domínio de inglês; expansão da frota das companhias demandará mais profissionais.

A carioca Letícia Magalhães, de 23 anos, deixou o emprego de caixa de supermercado no Rio de Janeiro, para fazer um curso para aeromoça em São Paulo. Ela nunca viajou de avião, mas enxergou na profissão de comissária de bordo uma oportunidade de elevar sua renda. O salário médio de uma aeromoça das companhias brasileiras é de R$ 2500, quase o triplo do que ela recebia como caixa.

A colega Thais Gomes, de 18 anos, também sonha em ser comissária, mas por outro motivo. “É uma profissão bonita e muito glamourosa”, diz a jovem, que preferiu o curso de formação ao universitário.

Letícia e Thais estão entre os 216 jovens que participaram de um curso de sobrevivência na selva no último sábado em escola de aviação de S. Paulo, em Juquitiba, no interior de São Paulo.

O perfil dos matriculados são jovens das classes B, C e D, com 80% de mulheres, de acordo com a escola de aviação. De oito estudantes ouvidos pelo iG, três nunca voaram de avião. Estatísticas da escola apontam que apenas metade dos alunos consegue se inserir no mercado de trabalho.

Para conseguir uma vaga de comissário, não basta apenas o curso de formação. A falta de domínio de idiomas é o requisito que mais elimina candidatos na seleção das companhias aéreas. Julivan Cavalcante, 21, deixou o curso de Administração na faculdade Morumbi Sul, de São Paulo, para investir na formação de comissário de bordo há um ano. Hoje, ele é vendedor de seguros, mas ainda procura uma vaga no setor aéreo. “Gosto de viajar e estar cada dia em um lugar. O que pegou foi o inglês”, diz Cavalcante, que começou um curso de idioma há seis meses.

Tendência é contratar mais

Apesar das dificuldades de inserção no mercado de trabalho, a demanda por profissionais é crescente. O tráfego de passageiros nos voos domésticos cresceu 18% no ano passado, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“As matrículas da escola aumentam 30% ao ano. É um reflexo disso”, diz dono de uma escola de aviação e ex-comissário da Varig, Salmeron Cardoso. Entre comissários e operadores de check-in, a escola já formou 1600 profissionais.

O aumento da frota das companhias aéreas é um dos geradores de emprego no setor. Uma aeronave de grande porte, como um Airbus 320, pode demandar 24 novos comissários para a companhia. Até 2015, TAM e Gol pretendem ampliar, em 57 unidades a sua frota, de acordo com informações dos planos de expansão divulgados pelas companhias. Essas novas aeronaves poderiam abrir mais de 1300 vagas de comissários no Brasil. O plano da Azul inclui aviões menores, mas é ambicioso e deve refletir no mercado de trabalho do setor aéreo: 59 novos jatos e 18 turboélices até 2015

Leia também: Treinamento na selva obriga aeromoça matar galinha e respirar fumaça.

As informações são do prtal iG.

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