Início / Aviação / Comissário de Voo / Comissários de Bordo: perfil do tripulante

Comissários de Bordo: perfil do tripulante

O perfil ideal de um profissional que deseja trabalhar como Comissário de Voo deve incluir, principalmente a necessidade de gostar de trabalhar com SER HUMANO, além de não discriminar ninguém por cor, sexo, comportamento, aparência.

Trabalhar como comissário de voo nem sempre é fácil, pois lidamos com o público e também estamos sempre distantes, sendo muito importante saber superar problemas pessoais da função profissional.

Algo que o comissário de voo deve atentar-se é que não deve envolver-se afetuosamente com passageiros, nem dar privilégios ou abrir exceções no tratamento. E claro, sempre manter o equilíbrio emocional.

Situações inesperadas sempre vão aparecer. Procurar se auto-reforçar com frases como: “eu posso contornar qualquer situação, se mantiver em primeiro lugar o meu próprio controle emocional”. Ex.: o Comissário mesmo que saiba que a situação é ameaçadora, não pode manifestar nem verbal, nem corporalmente isso aos passageiros.

Ser um observador tentando com isso prever possíveis comportamentos alterados, vindos de pequenas e sutis manifestações. Ex.: destacar logo no grupo os que têm comportamento repetitivo (ir ao banheiro durante intervalos pequenos, comer ou beber em excessos, tiques nervosos como roer unha, se desabotoar, suar em excesso).

Saber mais ouvir do que falar. Prestar atenção ao que existe na essência do diálogo com o outro, ou na verdade, o que ele está querendo dizer. Responder somente o necessário.

Saber se impor, sem se indispor. Existem normas, que foram feitas, para auxiliar o comissário a dar limite a ação do passageiro. Sendo coerente, simples e objetivo. O Comissário com facilidade conseguirá fazer o passageiro entender, o que pode fazer ou o que deve mudar em seu comportamento. Ex.: uma passageira começa a tirar objetos pessoais de sua bolsa, a se maquiar e perfumar no banco, bem como fazer uma limpeza em sua carteira de documentos, que contém uma porção de papéis velhos.

Saber entender as necessidades biopsicológicas de cada faixa etária e usar linguagem adequada a cada uma delas. Ex.: conversar ou perguntar alguma coisa a um adolescente é diferente de fazer o mesmo com um indivíduo adulto.

Ser um indivíduo que passe confiança e certeza em sua atuação, proporcionando conforto físico (no atendimento das funções primárias: comer, beber, dormir) e psicológico (entendendo e respeitando a personalidade de cada passageiro)

Deixe um comentário

O seu email não será publicado. Campos marcados são obrigatórios *

*