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Azul nega possíveis demissões de 700 funcionários

Todos que trabalham na aviação sabem do forte impacto que um dólar alto causa na economia do setor aéreo, e sem dúvida, com o dólar no patamar de R$3,50 fica realmente complicado as empresas aéreas manterem investimentos e contratações.

Um ano que começou bem para a aviação, com todas as linhas aéreas contratando – Avianca, Azul, GOL, TAM, Passaredo, entre outras, agora parecem puxar o freio de mão e rever o planejamento de crescimento com novas rotas e novas contratações de tripulantes e aeroviários.

Em papos com tripulantes de empresas aéreas é possível ver o movimento de contratações ainda acontecendo nas grandes empresas como Azul, TAM e GOL. Contudo, as aéreas estão revendo o planejamento e pode ser que após algumas novas seleções de pilotos e comissários, as contratações voltem a retroceder.

A Folha publicou ontem (e não era mentira de 1.º de Abril) de que a Azul pode fechar cerca de 700 postos de trabalho entre tripulação e pessoal de terra. No entanto, a Azul já veio à publico em nota oficial desmentir tal boato, mas que realmente algumas demissões possam acontecer, o que não impede que algumas contratações ainda ocorram, inclusive processo seletivo para contratação de tripulantes.

Confira abaixo a reportagem da Mônica Bergamo da Folha:

“A Azul já cortou voos para onze cidades brasileiras e se prepara para interromper rotas para outros 12 municípios. O total de demitidos pode chegar a 700, já que cada ponto emprega cerca de 30 pessoas.

CONTA
Nos primeiros meses deste ano, o fluxo de passageiros que viajam a negócios teve queda de até 30%, de acordo com David Neeleman, fundador da companhia aérea. A variação do dólar no período também impacta a Azul, já que o combustível dos aviões é negociado na moeda americana.

A informação sobre as demissões foi dada à Folha pelo próprio presidente da Azul, Antonoaldo Neves. Segundo ele afirmou nesta terça-feira (31) em Brasília, cada posto já desativado ou que ainda pode ser fechado emprega 30 pessoas. Na tarde desta quarta (1º), a Azul divulgou uma nota à imprensa (leia abaixo a nota na íntegra) em que diz que não vai demitir.

AVISO
Neeleman e Antonoaldo Neves, presidente da Azul, estiveram na terça (31) em Brasília com o ministro Eliseu Padilha (PMDB-RS), da Aviação Civil, para comunicar o enxugamento em curso.

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E para pressionar o governo para que libere R$ 1,8 bilhão do FNAC, o Fundo Nacional de Aviação Civil, presos no cofre por causa do ajuste fiscal.

Nota à Imprensa da Azul

São Paulo, 1º de abril de 2015 – “Sobre as informações publicadas hoje nos veículos de imprensa a respeito de uma possível demissão de 700 pessoas, a Azul afirma que isso não procede. Ações como essa não fazem parte da cultura da companhia e nem de seu fundador, David Neeleman, que ao longo de sua trajetória esteve à frente de outras três aéreas e nunca realizou demissões.

Esclarece ainda que sua permanência em algumas cidades hoje servidas, depende da implementação do Plano de Desenvolvimento da Aviação Regional (PDAR). Caso não ocorra, a companhia não descarta a saída de alguns mercados.

A Azul acredita que o PDAR é fundamental para o crescimento do setor e do Brasil e espera que seja implementado o quanto antes para continuar a servir mais de 100 cidades no país e ainda poder ampliá-las.

Com informações da Folha de SP, Assessoria de Imprensa da Azul | Foto: Divulgação

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