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Aeromoças da TAM – Estela

Aeromoça “Acredito que para ser um técnico em segurança de voo, você não pode ter medo!” Conheça a comissária Estela – uma das aeromoças da TAM

A comissária de bordo Estela, 30 anos, nasceu em Maringá (Paraná) e mora em São Paulo. É comissária há 12 anos e trabalha na TAM há mais de 4 anos. Atualmente Piloto Privado e cursando Piloto Comercial. Confira a entrevista!

Por que você resolveu entrar no mundo da aviação? Quando decidiu que gostaria de se tornar aeromoça?

Na verdade nunca tive o sonho de ser comissária. Quando eu tinha 17 anos uma escola de aviação inaugurou em minha cidade, fui conhecer e pronto, amei!

A partir daí, aviação é minha vida, é como se fosse um bichinho que entra na corrente sanguínea da gente!

Você morava em Maringá, mudou-se para São Paulo. Isso com certeza mudou sua vida. Valeu a pena essa mudança?
Sem dúvida vale. Quando decidimos ingressar numa carreira, temos que levar em conta os prós e os contras da profissão! E nesse caso, todos sabem do que temos que abrir mão, morar em outra cidade é apenas uma das fases!

Passei tranquilamente por essa, porem admito que no início foi muito difícil ficar longe da família, cortar o cordão umbilical e ter que me virar sozinha! Mas hoje agradeço pela oportunidade!

Logo depois que você se formou, já começou a mandar currículos? Demorou em entrar para uma empresa aérea?
Tive muita sorte, entrei de primeira, em uma seleção da Rio Sul, em Maringá mesmo, não precisei nem sair da minha cidade, quando vim pra SP já estava contratada e pronta pra iniciar o treinamento, minha seleção foi feita um mês após o meu resultado no antigo DAC (Departamento de Aviação Civil, atual ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil).

A profissão era o que você esperava?
Superou em muito minhas expectativas, sem dúvida foi minha melhor escolha. Hoje tenho certeza que estou na profissão que Deus colocou pra mim!

Você não tem medo de voar? Já passou por alguma situação complicada durante algum voo?
Medo? Jamais! Acredito que para ser um técnico em segurança de voo, você não pode ter medo!

Situações complicadas passamos sempre por várias. Tudo depende do seu ângulo de vista: um passageiro com dificuldade respiratória num voo hoje, pode ser o infartado de amanhã, então tudo o que acontece dentro de uma aeronave tem de ser olhado com carinho e atenção, tudo pode se agravar e tudo estará nas suas mãos depois! Quanto a situação de emergência, já tive despressurização.

O que é mais fácil e mais difícil em ser tripulante de cabine?
Não existe fácil ou difícil quando se está na profissão certa e tem certeza da sua vocação! Tudo que é feito com amor torna-se prazeroso, pelo menos eu penso assim!

Quando e pra onde foi seu primeiro voo?
Nossaaaaaaaaaaa, agora você me pegou hein! Não lembro mesmo. Lembro que foi pela Rio Sul, empresa em que comecei na aviação! E que era um Embraer 120, o Brasilia.

Qual o voo foi mais marcante pra você até agora? Por quê?
Meu primeiro voo pra Nova York, pela TAM, não conhecia a cidade e tive a sorte de compor uma tripulação com amigos que eu já conhecia da época da Varig, ou seja, foi um ótimo voo!

Tem ideia de para quantas cidades/países já voou?
Perguntinha difícil essa para se fazer a uma comissária! Não tenho ideia, mas vou pesquisar pois seria interessante ter esta resposta!

Qual o seu destino favorito? E qual destino que mais voou?
Nova York foi o destino que mais voei, principalmente recentemente. O meu favorito é Miami, tenho ótimas recordações daquele lugar!

Teve alguma situação que mais marcou para você?
Algumas. Sempre tem situações com as quais você não espera se deparar, a última que passei e marcou foi uma senhora (atendimento especial) que embarcou em cadeira de rodas e aparentemente estava normal, porém durante o voo, começou a chorar, se bater e bater na filha que a acompanhava, fiquei ajoelhada praticamente umas três horas tentando acalmar a mulher e fazendo com que ela ficasse sem gritar afim de não atrapalhar também os outros passageiros.

Fiquei sem meu lenço, cabelo todo bagunçado, com duas marcas roxas no tornozelo e toda babada, pois a senhora além de me bater me mordia! O resultado foi muito gratificante, criamos ali uma ligação de cumplicidade, ela depois não ficava mais quietinha se eu não estivesse abraçada a ela, tive que desembarcar junto e levá-la até o desembarque ao encontro do filho! Foi muito emocionante.

Quanto tempo você fica em uma cidade? Quanto tempo fica longe de casa?
Isso tudo depende da escala que você tem! Podemos passar no máximo 6 dias fora da base isso não significa que você conseguirá voltar pra casa! Já cheguei a ficar três meses sem conseguir ver meus pais.

E manter um relacionamento, é possível?
Sim, desde que haja como em qualquer outro relacionamento cumplicidade, amor e carinho!

Mande um recado para os que, assim como você, querem se tornar comissário de bordo.
Não desistam! Corram atrás dos seus objetivos! Garanto que será gratificante! E se puder ajudar em alguma coisa já sabem: é só procurar!

Agradecemos a comissária Estela, da TAM.

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