Início / Aviação / Comissário de Voo / Aeromoça – ser comissária de bordo mudou minha vida!
aeromoca-india-maria-thies

Aeromoça – ser comissária de bordo mudou minha vida!

10 motivos pelos quais ser aeromoça mudaram minha vida! – Uma de nossas colaboradoras publicou o artigo abaixo no final de 2009 e gerou muita polêmica.

No artigo, Maria Thies destaca o lado bom da profissão de aeronauta que muitas pessoas se esquecem após anos voando. Segue abaixo os dez motivos pelos quais Maria acredita que ser aeromoça mudaram sua vida (para melhor!):

O primeiro motivo é o fato de poder relaxar em hotéis 4 estrelas. Antes de me tornar aeromoça, eu trabalhava na gerência de uma multinacional, e estava acostumada com muitas viagens, porém era muito difícil relaxar durante as viagens. Muito pelo contrário, as viagens eram extremamente cansativas. Eu  viajava porque tinha que participar de reuniões, e cada minuto da viagem era rigorosamente agendado para que a viagem fosse aproveitada em termos de negócios.

Agora que sou aeromoça, por mais cansada que eu chegue de uma viagem,  uma vez que chegamos ao hotel o tempo é todo nosso. Além disso, temos motoristas que irão nos pegar no tempo e nos levar de volta ao aeroporto no dia seguinte. Podemos até combinar com o comandante, em alguns lugares, que aqueles nos levem às compras. Quando estou no hotel sempre aproveito para apreciar um banho de sauna, às vezes relaxar na piscina e sempre ficar horas  na ducha quente do quarto – coisas que eu nunca tenho tempo para fazer em casa, e nunca faria se eu não fosse comissária de bordo.

O segundo motivo é o fato de participar de festas e happy hours com tripulantes. Antes de me tornar uma aeromoça, eu estava tentando encontrar o homem certo, mas era difícil porque parece que eu sempre encontrava um defeito por mais perfeito que este homem fosse. Após me formar comissária de voo, fomos a uma festa e, coincidência ou não, conheci o homem dos meus sonhos – educado, inteligente, solteiro e incrivelmente lindo. Nós nos casamos um ano e meio depois. Desde então soube que ser comissária de voo foi a melhor opção que poderia ter feito em toda minha vida.

O terceiro motivo é que a profissão permitiu que eu prosseguisse com uma segunda carreira, na verdade um hobby que tenho – escrever. Quando eu trabalhava no mundo corporativo, costumava acordar todos os dias às seis da manhã, perdia três horas no trânsito e ficava no escritório por pelo  menos oito horas. Ou seja, arranjar tempo para me dedicar a romances era difícil, e quando eu dispunha de tempo a imaginação falhava pelo cansaço.

Tinha uma vida estável, mas não tinha tempo para buscar o que eu realmente queria – escrever romances. Contudo, pouco tempo depois de me tornar uma aeromoça, me deparei com vários dias de folgas ao mês (especialmente após eu migrar para os voos internacionais). A carreira me propicia o tempo necessário em prosseguir o “sonho” de ser uma escritora. Ainda não publiquei nenhum livro, mas acredito que é questão de tempo. E o meu caso não é único. Tenho muitos colegas aeronautas que atuam como enfermeiros, advogados, professores e adminstradores.

O quarto motivo são oportunidades de networking com pessoas famosas e influentes. Sempre que viajo por qualquer companhia aérea tenho mais  facilidade em conseguir up-grades para a primeira classe. Assim, costumo conhecer pessoas ricas e influentes. Claro que não é regra, mas  por causa destas viagens já conheci o dono de uma fábrica de chocolates que me presenteou com uma enorme cesta de chocolate, assisti a um concerto de música clássica no camarote, visitei o camarote de uma banda de rock, entre outros passeios e jantares. Acredite, isso jamais teria acontecido, se eu não fosse uma aeromoça.

Outro motivo é o glamour da profissão. Desde criança eu sempre pensei que eu seria uma famosa bailarina, uma atriz ou Miss Brasil. Foi aí que aos dezoito anos participei de um concurso de modelo e fui desclassificada. Fiquei muito triste, mas minha irmã viu a situação com outros olhos e disse: “Se você não pode ser Miss Brasil, nem modelo ou atriz, o que acha de trabalhar como comissária de bordo? A profissão é cheia de glamour como estas outras!” Agradeço a minha irmã até hoje!

O sexto motivo é que eu sempre tenho assunto e facilita novas amizades. Certa vez eu fui convidada para um jantar onde o noivo da minha irmã teria vários convidados. Fiquei apavorada, pois não conhecia ninguém, porém quando minha irmã me apresentou à mesa dizendo que eu era aeromoça todos queriam saber como era minha rotina de trabalho e curiosidades de voos.  Sem brincadeira, eu fui o destaque do jantar. E falo para todos que querem seguir na profissão: “- Tornar-se comissário de voo é despertar a curiosidade de todos sobre você”.

O sétimo motivo é que quanto mais você trabalha, menos você terá que trabalhar. É incrível como a cada ano de trabalho na companhia aérea, menos eu trabalho. Primeiro porque me tornei chefe de cabine, e apesar das responsabilidades da função, a chefe de cabine tem tarefas que exigem menos esforço físico, além depode delegar funções à bordo. Além disso, quando você passa a fazer voos internacionais você acaba tendo muitos dias de folga para cumprir a legislação aeronáutica. Por fim, a aviação segue a hierarquia com base na antiguidade

Outro motivo são os benefícios. Minha família e até alguns amigos podem usufruir de descontos e, às vezes, viajar até de graça para muitos destinos. Eu acho que não preciso dizer muito mais sobre a maravilha de ser capaz de oferecer a minha família e amigos viagens para Miami, Paris ou Nova York. É muito bom – e certamente nunca aconteceria se eu não fosse uma aeromoça.

Um motivo que adoro é o conhecimento que a profissão agrega, ou seja, em qual outro trabalho eu seria pago para visitar museus, conhecer parques,  conversar com pessoas de outras nacionalidades, etc. Graças a minha profissão de comissária de voo já pude visitar o Museu du Louvre,  a Estátua da Liberdade, as Cataratas do Iguaçu, subir no Cristo Redentor, etc.

E finalmente, o décimo motivo. Todo dia que vou me apresentar para o voo, sei que poderei tornar a vida de alguém um pouco mais alegre. Afinal, muitas pessoas que viajam estão geralmente cansadas, estressadas e até com medo. Estas pessoas, à bordo do avião, só querem relaxar um pouco e procuram alguém com um sorriso e uma garantia de que tudo ficará bem. E é esta a essência da profissão que escolhi e que mudou a minha vida – garantir que cada voo seja único e maravilhoso, uma verdadeira experiência positiva.

Eu amo fazer o dia de alguém melhor simplesmente oferecendo um travesseiro,  uma manta, fone de ouvido ou uma bebida com muito gelo. Eu amo meu trabalho, e não há outro trabalho onde se pode com um simples gesto de gentileza mudar a vida de alguém com uma simples atitude.

Gostou do texto? Faça seu comentário positivo ou negativo sobre a visão que a Maria Thies tem sobre a profissão nos comentários abaixo!

Foto: tawheedmanzoor

1 Comentário

  1. Achei a matéria super legal e com alguns pontos muito interessantes !

Deixe um comentário

O seu email não será publicado. Campos marcados são obrigatórios *

*